Religião como instrumento de alienação

Francinaldo Rafael

As religiões, no seu verdadeiro sentido, deveriam atuar de forma a esclarecer as pessoas, libertando-as dos seus conceitos convencionais e transportando-as à espiritualização, à religiosidade. Infelizmente, na prática, não é esse o direcionamento dado por várias delas. Muitas têm se transformado em convenções nocivas ao desenvolvimento das criaturas, manipulando conceitos ao seu bel-prazer, na disputa de atrair prosélitos.


Um dos equívocos mais utilizados é o de que Deus age (como doidivanas) castigando e vingando-se da humanidade, sempre que se irrita, ou decepciona-se com nossos atos impensados.


Abordaremos agora, conforme instruções do Espírito Hammed psicografadas por Francisco do Espírito Santo Neto, algumas mensagens impostas por determinadas religiões que produzem consciência de culpa e, consequentemente, infelicidade no íntimo das pessoas:

 

"Vocês desobedeceram às leis divinas, mas, se sofrerem bastante, talvez sejam perdoados."

 

"Vocês não entrarão na Casa de Deus, a menos que se sacrifiquem muito pelos necessitados." Tal recomendação quando endereçada a uma pessoa psicologicamente fragilizada, que não está conseguindo ajudar nem a si mesma, poderá deixá-la ainda mais desequilibrada, por não conseguir ajudar o próximo ou a própria instituição. 

 

A culpa, diz-nos Hammed, é frequentemente difundida por religiosos ortodoxos de forma consciente e até mesmo inconsciente, como meio de produzir temor nos fiéis, estabelecer dependências religiosas e determinar comportamentos e posturas de vida que acreditam ser corretas e convenientes às suas "nobres causas missionárias". 

 

Somente através de uma real conscientização é que se estabelece o processo de amadurecimento das criaturas. Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, consultando os Benfeitores Espirituais acerca do temor e do resultado do fogo eterno (difundido por muitas religiões), obteve a seguinte resposta: "Vede se serve de freio, mesmo entre os que o ensinam. Se ensinardes coisas que mais tarde a razão venha a repelir, causareis uma impressão que não será duradoura, nem salutar." Afirmam-nos também os Benfeitores que Deus nos deu inteligência para distinguir o que é bem do que é mal. 

 

Assim sendo, não é através da subjugação e da alienação aos nossos semelhantes que consertaremos as mazelas sociais e espirituais. Equívocos, todos nós cometemos, mas Deus, nosso Pai de infinita bondade e misericórdia, todos os dias nos apresenta oportunidades de corrigi-los. Basta determinação e aplicação do esforço necessário.

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